Era uma noite comum, escura por ser noite, mas clareada pelas luzes da cidade, eu voltava pra casa. Mesmo com todas as luzes tudo parecia escuro. Eu procurava significado nas coisas e nada me fazia sentido. Olhos tristes, distantes, languidos. Lábios que não conseguiam falar e ouvidos ansiosos por respostas.
As estrelas estavam lá, mas nem apareciam... Imersa em pensamentos confusos vi lágrimas rolarem. Senti na goela um engasgo, uma dor que não sei de onde vem. Que talvez seja apenas reflexo das palavras que o coração quer falar, mas que a cabeça proíbe.
E a noite clara continuava parecendo escura pra mim...
Eu queria falar, queria ouvir... eu queria descobrir o que é isso que está acontecendo. Porque quando a gente acha que sabe o que fazer é que descobre que não sabe?! Porque que sempre que a gente precisa falar não fala? Porque os problemas da vida duram uma vida inteira pra serem resolvidos!? oO'
Consolo, abraço, piada. Nada fazia efeito na minha noite escuro-claro...
Foi quando derrepente... Bum! Todas as luzes se apagaram... as estrelas apareceram, e como numa cena romântica de um filme hollywoodiano, tudo ficou lindo. E a noite que estava escura, clareou... Mas as respostas não vieram, as palavras não saíram (maldita razão!). Senti medo. E tudo ficou calmo, menos o coração. Olhei para o céu insistentemente, procurando naquele mar de pontinhos brilhantes um motivo pra tudo, um motivo pra mim... Procurei em vão.
(...)
A noite não parou. Nem eu.
Amanheceu. No meu novo dia não constam as respostas que eu busquei na minha noite, e as perguntas não parecem mais as mesmas. No meu novo dia só vejo o cansaço da busca... a frustração, e a saudade de uma linda noite escuro-claro.
"Sometimes
When you and I collide
I fall into an ocean of you
Pull me out in time
Don't let me drown
Let me down
I say it's all because of you
And here I
Go
Losing my Control
I'm practising your name
So I can say it
To your face it doesn't
Seem right
To look you in the eye
And let all the things
You mean to me
Come tumbling out my mouth"